
sábado, 18 de julho de 2009


Nem bem amanhecera, titilando como das outras vezes,
Afoito e fugaz, querendo logo se refestelar, chega e,
De bem pertinho, contempla elegantemente, diz, antes, porém:
Dar-te-ei, de vez, toda a minha riqueza; peço-te, entretanto,
Que não fiques com ela, mas a dês para o teu maior amor!
A flor ficou reflexiva, dixou que o segundo seguinte se fosse,
E respondeu; Então ficas com ela, porque devolvê-la-ei ato continuo!
O beija-flor encontrara a sua predileta flor!
Não disse, mas era a que mais beijava,
Com quem mais tempo ficava e, se longe, depressa voltava.
A essa, ele verdadeiramente amava!
(José Valdir Pereira)
sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quando nem mais uma estrela houver...
No tempo em que não mais encontrar flores...
E quando em que não mais vir brilhar no céu o reflexo do rosto teu
E seja impossível uma mulher um homem amar,
Assim como te amo...
E quando Deus resolver desfazer sua criação,
Tomar-me o amanhecer, a aurora, e dar-me o entardecer da vida...
Nem que tudo isso aconteça, vou desistir do nosso amor;
Como te amo, não se ama assim toda vez;
E não é o quanto me amas que importa:
É o quanto de amor sinto por te amar!
(José Valdir Pereira)
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